O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta quarta-feira (27) luto oficial de três dias em função da morte do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner. Lula divulgou nota de pesar na qual afirma que Kirchner teve importante atuação na integração sul-americana.

“Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foi notável o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana”, diz a nota.

Lula disse que recebeu consternado a notícia. O presidente falou que os brasileiros se associam à dor dos cidadãos argentinos neste momento difícil e transmitiu à presidente da Argentina, a agora viúva Cristina Kirchner, pesar e solidariedade.

Lula foi informado sobre a morte de Kirchner depois de participar de uma cerimônia no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, também falou sobre a morte. No Rio de Janeiro, ele disse que ficou “chocado” e “consternado” com a notícia.

Amorim disse que Kirchner “ajudou a soerguer a economia argentina, depois de um período muito grande de crise, de crise profunda”. O ministro manifestou condolências à viúva de Kirchner, a atual presidente Cristina Kirchner.

Kirchner morreu aos 60 anos, por volta das 10h locais (11h em Brasília), depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória, em um hospital, em El Calafate, na Província de Santa Cruz, na Argentina.

Kircher conheceu Cristina na universidade

Kirchner nasceu em 25 de fevereiro de 1950 em Río Gallegos, na Província de Santa Cruz. Advogado de formação, ele foi prefeito de sua cidade natal (1987-1991) e governador de Santa Cruz (1991-2003), antes de se tornar presidente argentino pelo Partido Justicialista (Peronista).

Atualmente, além de ser casado com a presidente, exercia o cargo de secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Kirchner foi nomeado para o cargo no último dia 4 de maio.

Kirchner deixa dois filhos, Máximo, 32 anos, e Florencia, 19. Ambos são fruto do casamento com a atual presidente do país, que conheceu quando ambos estudavam direito na Universidade de La Plata (60 km ao sul de Buenos Aires) e militavam na Juventude Peronista nos conturbados anos 70.

Sua morte acontece quase um ano antes das eleições para a Presidência, em cujas pesquisas ele era apontado como um dos favoritos.