O candidato ao Governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) esclareceu que o indiciamento de seu adversário, Ronaldo Lessa (PDT), não o ajuda nesta final de campanha. “O que me ajuda é o reconhecimento do povo de Alagoas. Identificando um trabalho sério, compromissado com povo deste estado”, declara.

O tucano salienta que esta questão é pessoal do pedetista. “É uma complicação dele. Eu não tenho nada a ver com isso. O problema do Ronaldo é com a polícia, não é comigo”, alfineta. Como exemplo, Vilela conta que os ataques, de seu adversário, colocando-o como réu da mesma Operação Navalha – na qual ele foi indiciado – é uma tentativa de frustrada de puxá-lo para o barco.

“É uma pessoa lambuzada querendo salpicar em outra que está limpa. Mas ele não vai conseguir”, desabafa. Para isso, ele promete manter a postura que vem mantendo em todo o processo democrático. O tucano promete que não entrará no jogo de seu adversário e promete um fim de campanha centrado em projetos.

Sobre a ausência de José Serra (PSDB), neste segundo turno, o governador é mais enfático. “É um equívoco dizer que ele não veio a Alagoas. Ele esteve sim, pelo menos duas vezes, no início da campanha. Por uma questão de agenda, acredito que ele não tenha vindo. Quem não veio foram os petistas, o Lula e a Dilma”, salienta.

Apesar da indireta, Vilela salienta sua boa relação com o presidente Lula. “Nunca se veio tanto recursos para o estado. Isso é fruto da ótima relação que mantenho com o presidente, não exatamente com o PT”, admite. Ao ser pergunto, se isso implicaria na relação com o Governo Federal – diante da eminente vitória de Dilma -, o governador foi mais pontual.

“Eu provei que temos um Governo sério. Em que qualquer presidente pode confiar. Independentemente se ele for tucano”, conclui Téo Vilela.