O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve em Alagoas para declarar seu apoio “total” à candidatura de Teotonio Vilela Filho (PSDB). Durante sua visita, ele garantiu que não é regra – nem exceção – o fato de seu candidato à presidência José Serra (PSDB) vencer em capitais e perder, para Dilma Rousseff (PT), no estado como um todo.
“Não dá para avaliar desta forma. Cada caso é um caso. Temos vitórias em grandes centros, derrotas em outros. É preciso lidar com as singularidades de cada região. Avaliar o processo eleitoral como um todo. Mas vale salientar, que no caso de Alagoas, a vitória em Maceió reverbera por todo o estado e deve ter resultado nas urnas”, explica.
Esse equilíbrio é refletido nas questões ideológicas - particulares – dos dois candidatos. “Eu não concordo com a briga do bem contra o mau, ou a disputa de um líder estudantil contra uma figura que participou da luta armada contra a ditadura. Esses rótulos são desnecessários, eu confio no meu candidato. A ponto de concentrar toda a campanha no Serra, em seus projetos, no que ele fez. Sem ter que ressaltar os pontos negativos de sua adversária”, disparou.
Sobre o aumento do salário mínimo, para R$ 600, o Governador de São Paulo, esclareceu que faz parte de uma escolha. “Governar é escolher. Nós escolhemos a Justiça Social, ajudar a população que mais precisa. Fazendo com que elas cresçam, cada vez mais”, explica. Neste sentido, o tucano diz que desencadeia um ciclo que pode dar as condições necessárias para pagar este salário, sem infringir as contas públicas.
“Isso sim é democracia. Não é meramente uma bandeira. Democracia é garantir um modelo de gestão igualitário, um sinal de maturidade. Não isso que vem sendo feito”, alfineta Alckmin. Ele fundamenta, sem atacar seus adversários – diretamente. Afinal, adversários não são inimigos. “Eles são meros adversários. Em caso de vitória vamos chamar para conversar e trabalhar unidos”, conclui o paulista.
Parcerias entre Alagoas e São Paulo
O Governador eleito em São Paulo destacou que a relação entre seu estado e Alagoas é a melhor possível. “Já temos parcerias nos setores de saneamento, finanças e tecnológico. Com a reeleição de Vilela será possível trazer, ainda mais, parcerias para Alagoas. Entre elas, projetos de implantação de universidades virtuais”.
Isso porque a relação de admiração por Teotonio foi construída através de seu pai, o Menestrel das Alagoas. “Eu o conheci, pessoalmente. No dia de sua morte, enquanto deputado, fui responsável por seu discurso – em seu nome”, relembrou o paulista. Vilela, por sua vez, não deixou por menos.
“Alckmin é um tucano da escola de Mário Covas. Ele foi seu vice, assumiu o Governo por dois anos e agora retornou à gerência estadual de São Paulo. Governador competente, austero e com visão de futuro. Ótimo aliado para futuras parcerias, Alagoas sabe que pode contar com ele”, declarou o alagoano.


