Um estudo do Instituto Federal de Ciências Esportivas da Alemanha (BISp) trouxe nesta terça-feira novamente à tona uma antiga hipótese segundo a qual alguns jogadores da seleção do país, campeã da Copa do Mundo de 1954, teriam consumido substâncias ilegais para melhorar seu desempenho.
A base das suspeitas iniciais está no trabalho dos médicos da equipe alemã, que revelaram que vários atletas receberam injeções antes das partidas mais importantes, embora tenham garantido que se tratava de doses de vitamina C.
Parte do estudo, realizada pela Universidade Humboldt, em Berlim, sustenta que há indícios que apontam que alguns jogadores receberam pervitina, uma metanfetamina dopante.
As bases do uso desse estimulante para o esporte aconteceu nas décadas 30 e 40, em pesquisas sobre seu uso para melhorar o rendimento dos soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
O estudo indica que na Alemanha Ocidental a pesquisa sobre anfetaminas teve sequência após a guerra.
O BISp está investigando, em conjunto com a Confederação do Esporte Olímpico Alemão (Dosb) e as universidades de Münster e Berlim, a história do doping no leste e o oeste da Alemanha a partir de 1950.
No país, houve críticas duras ao fato de se apresentar à opinião pública os primeiros resultados de um projeto de pesquisa que ainda está no começo e que deverá ser encerrada apenas em 2013.
