O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprecia, nesta segunda-feira (25), o pedido do envio de Tropas Federais para nove municípios alagoanos. A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas que representou o desejo dos juízes eleitorais de São Luiz do Quitunde (17° Zona), Roteiro e Jequiá da Praia (18° zona), Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres (23° zona), Batalha e Jacaré dos Homens (29°), Minador do Negrão (46° zona) e Boca da Mata (48° zona).
Se caso for aprovado, os oficiais chegarão às cidades dois dias antes do pleito. O objetivo é dar segurança ao processo eleitoral, garantindo a lisura e integridade do pleito. Ainda segundo a assessoria do Tribunal, o desejo foi manifestado pelos juízes eleitorais. “Eles entraram com os pedidos e o pleno discutiu a respeito. Por se tratar de uma questão federal, o pleno do TSE se reúne e discute a respeito do caso. Só assim, as tropas devem ser designadas para a missão”, explica a instituição.
Alguns municípios são considerados ‘críticos’, marcados por crimes eleitorais. No litoral norte, São Luiz do Quitunde e Porto de Pedras são cidades conhecidas por compra de votos e documentação falsa – em eleições anteriores. Em Minador do Negrão, a disputa interna já expôs uma disputa particular pelo poder: em família. Entre os outros municípios as atenções se voltam por serem redutos eleitorais onde pode haver ‘tensão’ entre correligionários, dos dois candidatos.
Em nenhuma das zonas eleitorais destacadas existirá a proibição da compra e venda de bebidas alcoólicas. Isso contribui de forma pontual no desenvolvimento do processo eleitoral. Já que a comercialização de bebidas está liberada e pode acirrar – ainda mais – o clima entre eleitores mais exaltados.
Além das tropas federais, as instituições de segurança pública como Polícia Federal (PF), Civil (PC) e Militar (PM), elaboram um plano de ação para este segundo turno. O trabalho das instituições policiais é feita de forma isolada, mas, elas se comunicam e contribuem – a seu modo – para evitar crimes eleitorais durante a votação.