Um relatório secreto do Exército americano, obtido pelo site WikiLeaks, informa que três alpinistas americanos presos atualmente por espionagem no Irã foram detidos do lado iraquiano da fronteira. O arquivo estava entre os mais de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque que o WikiLeaks vazou nesta sexta-feira (23).

O relatório, publicado no jornal The New York Times, contraria as afirmações do Irã de que o trio, preso em 31 de julho de 2009, atravessou ilegalmente a fronteira entre os dois países.

Segundo o site americano MSNBC, o documento militar classifica os três como “turistas/repórteres” e diz que eles haviam sido seqüestrados e “estavam sendo levados para a fronteira iraniana”.

Entre eles estava a americana Sarah Shourd, libertada no mês passado com a interferência do Brasil, que mantém uma relação amistosa com o governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadnejad.

Dias após sua libertação, ela se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Nova York, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Outros dois homens, Josh Fattal e Shane Bauer, continuam presos e irão a julgamento no próximo dia 6 de novembro, sob acusação de espionagem.

Segundo o MSNBC, o juiz do caso será Abolqasem Salvati, que ficou famoso por julgar ativistas da oposição que protestavam contra fraudes nas eleições presidenciais de 2009.

Site fez “maior vazamento da história”

Nesta sexta-feira, o site WikiLeaks divulgou mais de 400 mil documentos secretos do Exército americano sobre a guerra do Iraque, apesar dos protestos do governo americano.

O site denunciou, entre outras coisas, a prática sistemática de tortura pelas tropas dos Estados Unidos, além de 15 mil mortes não contabilizadas durante o conflito.

O fundador do site, Julian Assange, classificou o vazamento como o maior da história do Exército americano.