Após a denúncia feita pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), sobre fraude em 1.065 urnas eleitorais, no primeiro turno, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) classificou como uma atitude de total desespero do partido e de seu candidato, o ex-governador Ronaldo Lessa.
A decisão de encarar de tal forma uma ação impetrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e já repassada para o Ministério Público Eleitoral (MPE), foi tomada em conjunto – de forma, inclusive, unânime – entre os seus coordenadores.
De acordo com o coordenador-geral do Movimento, Antônio Fernando Silva, esta atitude representa uma afronta ante as instituições da Justiça Eleitoral Alagoana. “Seja o próprio Tribunal, ou o Ministério, pessoas honradas são atingidas, que trabalham em prol da lisura do pleito”, reconheceu.
O representante do MCCE vai mais além. Ele conta que isso não passa de um factóide, implantado para gerar balburdia e confundir – ainda mais – a cabeça do eleitorado. “Nós estamos recebendo inúmeras denúncias de crimes eleitorais, mas nenhuma fraude desta chegou ao nosso conhecimento. Isso só pode ser uma informação plantada”, pontua Silva.
O Movimento se põe a favor da democracia e da lisura total da eleição. “Não queremos ser coniventes com crimes eleitorais, tampouco, fraudes que influenciem diretamente no resultado das urnas. O que queremos é garantir que vença o melhor. Aquele que a população desejar”, assegura o coordenador-geral.
A denúncia
O presidente do TRE, desembargador Estácio Gama Filho, confirmou o recebimento da denúncia e diz que já a encaminhou ao MPE. Ele conta que o PDT denunciou a fraude em 1.065 seções, com um relatório que aponta um crescimento de votos para o candidato Teotônio Vilela Filho (PSDB) em um intervalo de 40 segundos – entre o registro do eleitor e o voto de fato.
