por João Victor Acioly

Divulgação / FOXUma nota publicada no último domingo gerou controvérsias no ramo do entretenimento. Escrito pelo reverendo Francesco Occhetta, o arquivo noticiado no periódico semioficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, afirma que uma das famílias mais conhecidas e queridas da TV, “Os Simpsons”, são na verdade católicos.

Utilizando o título “Homer e Bart são católicos”, o padre alegou que a animação criada por Matt Groening é um dos raros programas de TV direcionado às crianças que fala de fé e religião, e elogiou o fato de, mesmo que recorrente, as personagens recitarem orações antes das refeições e de se deitar. Para acrescentar provas à sua publicação, Francesco citou um episódio veiculado em 2005, logo após o falecimento do líder de sua Igreja, o Papa João Paulo II, em que Bart e Homer teriam se convertido ao catolicismo após se tornarem amigos de um padre chamado Sean.

Ao saber da notícia, Al Jean, um dos produtores da série, desmentiu o religioso no site da revista Entertainment Weekly, dizendo que sua primeira reação foi de choque e pavor, afinal, fica explícito que a família Simpson freqüenta a primeira igreja de Springfield, claramente Presbiteriana. A EW.com ainda caçoa do reverendo, insinuando que ele não deve ter assistido à produção cinematográfica do show, onde Homer zomba de alguns fiéis os chamando de “devotos idiotas” e pronunciando que eles estão “ocupados demais falando com seu Deus de asneiras”.

Entretanto, não é a primeira vez que o L’Osservatore Romano elogia o programa: em dezembro do ano passado, o jornal parabenizou “Os Simpsons” por seu vigésimo-segundo aniversário e afirmou que “sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, muitos hoje não saberiam rir.”