O deputado federal, Índio da Costa (DEM), representou seu candidato à presidência, José Serra (PSDB), em Alagoas, nesta terça-feira (19). Ele conta que não gosta de comentar sobre estratégia política ou de campanha, mas, para diminuir a diferença entre a candidata petista e o tucano é preciso conscientizar a população e desmistificar os projetos de Governo de sua chapa.


Ao ser questionado sobre a realidade encontrada no estado, onde Serra saiu vitorioso em Maceió e perdeu no universo estadual, o legislador carioca se limitou a falar de projetos que podem contribuir para o crescimento maior do eleitorado tucano. “O que eu posso dizer é que vamos ajudar o Teotônio Vilela Filho (PSDB) amortizando a dívida do estado. Deixando clara a verdade, que não vamos extinguir o programa Bolsa Família, dentre outros pontos”, explicou.


O democrata contou que se existe um fato que os colocou no segundo turno foi o escândalo da Casa Civil. “Não foi a questão do aborto, nem tampouco questões religiosas. Acredito que se teve um fato que nos lançou no segundo turno foi o escândalo da Casa Civil. Não há como negar isso”, declarou.


Índio da Costa assegura que, em caso de vitória, a questão principal da nova administração tucana será o corte de gastos. “Muitos petistas declaram ser um absurdo propor um salário mínimo de R$ 600. Mas, com a moralização da Casa Civil, a redução do ICMS em produtos de necessidade básica para as classes mais baixas e outras medidas que podem ser adotadas, ajuda a honrar com esse compromisso”, salienta.


A única pista que o deputado federal carioca deixa, quando o assunto é Nordeste, é o fato de encarar que a candidata Dilma Rousseff (PT) não tem popularidade na região. “Quem tem é o Lula (PT). Ele não é candidato. Nestas minhas andanças, já percebi que tem gente achando que ela é a esposa do presidente. Não dá para acreditar. Ela é uma pessoa despreparada que o próprio [Fernando] Gabeira (PV) fez questão de credenciar como antidemocrata. Ela não merece o mandato”, concluiu o vice de Serra.