A Inglaterra vai batalhar contra as fraudes no sistema de seguridade social, cortar gastos e pressionar os bancos a pagar mais impostos numa tentativa de reduzir o que tornou-se o maior déficit que o país já registrou em tempos de paz, disse o ministro das Finanças, George Osborne, no domingo.

Num discurso antes de uma revisão dos gastos públicos na quarta-feira, Osborne desconsiderou a crítica da oposição que chamou de masoquismo econômico o plano que inclui alguns dos maiores cortes de gastos públicos realizados nos últimos dez anos.

"Temos que aprovar isso", disse ele à BBC. "Estávamos à beira da falência. Se vamos crescer e gerar empregos no futuro, temos de voltar a ser um lugar onde as pessoas podem investir com confiança."

A muito esperada revisão dos gastos dará detalhes sobre cortes que chegam a 83 bilhões de libras nos próximos quatro anos. O plano de austeridade tem o objetivo de garantir a recuperação econômica do país.

Osborne pretende reduzir o déficit de 11 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para apenas 2 por cento ao longo dos próximos cinco anos.

O Partido Trabalhista, que está na oposição depois de perder as eleições em maio após 13 anos no poder, disse que os cortes profundos podem levar o país de volta à recessão.