Grupos nacionalistas foram às ruas de Tóquio neste sábado em protesto contra o que chamam de "invasão" china a ilhas japoneses. A manifestação ocorre depois de um incidente marítimo no mês passado por causa da disputa entre os dois países por uma região de ilhotas.
Em um parque da capital do Japão, mais de 1.000 pessoas protestavam com bandeiras do país em mãos --segundo os organizadores, havia cerca de 2.000 pessoas.
Quando os manifestantes deixaram o parque e começaram a marchar, dois homens jovens, que aparentemente eram chineses, se sentaram na rua para impedi-los de avançar. Diversos manifestantes entraram em confronto com os dois indivíduos, que foram levados pela polícia e liberados imediatamente, de acordo com um porta-voz oficial.
CRISE
A crise, considerada a pior entre os dois países em cinco anos, começou no dia 7 de setembro, quando dois barcos da Guarda Costeira interceptaram um barco pesqueiro chinês na região de ilhotas em disputa pelo dois países, conhecidas como Senkaku, no Japão, e Diaoyu, na China. A manobra terminou num choque entre as três embarcações.
Os 14 tripulantes da embarcação retornaram à China na sequência com um voo fretado por Pequim, enquanto o capitão continuou detido no Japão para investigação.
A imprensa de Hong Kong informou que o capitão chinês mostrava sintomas de embriaguez no momento em que colidiu com as duas patrulheiras japonesas. Ele retornou à China, contudo, como um herói e assegurou que voltará a trabalhar em águas das Diaoyu.
O arquipélago fica a cerca de 190 km a leste de Taiwan, que também disputa o território há 40 anos com a China e o Japão, país que atualmente é o controlador da área.
Apesar de as oito ilhas somarem apenas 6,3 quilômetros quadrados, têm potencial para petróleo e gás.