A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, em Araraquara, interior de São Paulo, um soldado da Polícia Militar suspeito de envolvimento com pedofilia na internet. O militar, 29 anos, foi detido dentro da casa dele em Tambaú, onde também trabalhava. A prisão era o ultimo mandado a ser cumprido na operação nacional Tapete Persa, desencadeada em julho em várias cidades brasileiras. Na ocasião, três foram presos na região, entre eles, um coronel aposentado.
O delegado da PF Jackson Gonçalves disse que o policial já era investigado há alguns meses. Nesta quinta-feira, os federais foram até a casa dos pais dele, mas o soldado não estava no local. Casado recentemente, ele morava em outro endereço. O delegado ligou para o suspeito e pediu para que ele se apresentasse. "Ele demorou quase uma hora para chegar e depois descobrimos que nesse tempo ele tentou apagar alguns arquivos do computador", disse o delegado.
Os policiais federais foram até a residência do suspeito e fizeram uma busca no computador dele. Segundo o delegado da PF, foram encontrados arquivos de fotos e vídeos relacionados à pornografia infantil. Em depoimento, o soldado da PM negou ser pedófilo e disse ter baixado os arquivos por engano enquanto buscava por filmes e músicas por meio de programas de compartilhamento na internet.
O soldado foi preso em flagrante por crime de pedofilia e foi encaminhado ao presídio militar de Romão Gomes, em São Paulo. A pena varia de 1 a 4 anos de reclusão. Ele foi obrigado a tirar a farda e colocar uma roupa civil. O comandante da PM em Tambaú acompanhou o flagrante, mas disse que não poderia comentar o caso. O soldado preso tem dez anos de corporação e uma filha de 3 meses.
Na Operação Tapete Persa, a PF também prendeu, em Araraquara, no dia 27 de julho, um coronel da reserva da Polícia Militar de 65 anos. Detido em casa, no bairro São José, ele alegou visualizar o material com crianças por "obsessão". O oficial já está solto. Em todo o Brasil já passam de 20 as prisões iniciadas pela Interpol e pela Polícia Criminal de Baden-Württenberg, da Alemanha, após investigação em 2009. A ação começou com o objetivo de identificar o compartilhamento de material pornográfico em vários países.