A notícia da entrega nesta sexta-feira (8) do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo rodou o mundo, mas, como era esperado, foi censurada nos principais sites da China, assim como nas redes de telefonia móvel.

Uma simples busca com as palavras-chave "prêmio Nobel, paz, Liu Xiaobo" não indicava resultado algum nos grandes portais de notícias e ferramentas de busca, como Sina, Sohu e Baidu.

A censura também estava ativada no Weibo, um site de relacionamento semelhante ao Twitter.

As mensagens de SMS contendo o nome de Liu Xiaobo estavam bloqueadas, e não chegavam ao seu destinatário.

O noticiário da noite da televisão estatal CCTV foi aberto com notícias sobre as inundações na ilha chinesa de Hainan.

O Prêmio Nobel da Paz 2010 foi atribuído nesta sexta-feira pelo Comitê Nobel norueguês ao dissidente chinês na prisão "por seus esforços duradouros e não violentos em favor dos direitos humanos na China".

A censura é forte na China a posições críticas em relação ao governo ou a questões referentes aos Direitos Humanos. As notícias sobre dissidentes são retiradas dos sites politicamente sensíveis e Pequim controla rigidamente a internet para evitar que os opositores se organizem.

Obama pede à China que liberte condenado

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz dado ao dissidente chinês, pedindo, além disso, ao governo do país oriental que liberte o ativista. Obama recebeu a homenagem em 2009.

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Com o prêmio, a Academia do Nobel em Oslo criou uma situação tensa com a China, que já havia advertido para que ele não recebesse a honraria.

O Ministério das Relações Exteriores da China convocou o embaixador da Noruega em Pequim, a quem expressou seu descontentamento pela concessão do prêmio ao dissidente chinês, disse Ragnhild Imerslund, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Noruega.

- O embaixador da Noruega em Pequim foi convocado ao ministério das Relações Exteriores da China, onde foi informado sobre descontentamento e os protestos das autoridades chinesas.

Em Oslo, o embaixador da China também pediu para ser recebido pelo Ministério das Relações Exteriores da Noruega para "expressar a mesma mensagem”.