Com a aliança selada entre o candidato ao Governo Ronaldo Lessa (PDT) e o senador Fernando Collor de Mello (PTB), os seus respectivos vices se põem em uma tremenda saia justa. Tanto Joaquim Brito (PT) quanto Galba Novaes (PRB) tem questões particulares envolvidas em jogo.
O primeiro tem um problema de ordem interna do seu partido, a resolver. Isso porque uma parte de seus partidários sempre foi contra o ex-presidente, a ponto de ameaçar deixar o partido e a base aliada de Lessa, se isso acontecesse. Como presidente do diretório estadual, Brito cerca a questão e diz que isso não deve acontecer.
“O PT, tanto o diretório estadual quanto o nacional, sentem-se muito honrados e absolutamente convictos da importância do PTB e do senador Fernando Collor. A arte de fazer política é a arte de fazer o bem. Está na hora de encarar estas questões deixando prevalecer as nossas semelhanças ante as nossas diferenças”, declarou o petista.
Por outro lado, o vereador Galba Novaes se vê em uma posição tensa com relação a seu prefeito, Cícero Almeida (PP). Ao contrário do primeiro turno, onde teve o ‘aval’ de Almeida – ao decidir ser vice de Collor -, no segundo turno o legislador segue um vôo solo. Isso porque, entre dois candidatos, Novaes escolheu seguir no palanque adversário ao de Almeida.
“Collor foi o primeiro candidato ao Governo a escolher um vereador para seu vice. Isso é extremamente louvável. Minha relação com o prefeito continua a mesma, sendo que estamos em projetos distintos. Não significa que estejamos de lados distintos do palanque. Este é apenas um retrato instantâneo do momento”, concluiu Novaes.
