O candidato ao Governo do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB), revelou – em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (04) – que está aberto ao diálogo para este segundo turno. Isso significa que não será surpresa se seus adversários derrotados anunciarem apoio à sua candidatura inclusive, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB).

Até agora não houve nenhum encontro agendado ou indícios de uma possível aliança. “Não se trata de uma mera aliança. O que estamos discutindo é o comprometimento com o projeto. Eu não terei nenhuma dificuldade em conversar com ele, eu sempre fiz isso. Agora se não houver comprometimento, não há o que sequer conversar”, declarou o tucano.

Independente de uma aliança direta, Vilela adianta que a maioria dos prefeitos ‘petebistas’ deve apoiá-lo no segundo turno. Isso consolida o trabalho que vem sendo construído no primeiro turno: o domínio massacrante no interior. Só no primeiro turno, ele saiu vitorioso em 67 prefeituras, enquanto que Ronaldo Lessa (PDT) ganhou em apenas 15 municípios.

Ao ser questionado sobre a estreita diferença estabelecida na grande Maceió, Téo Vilela demonstra que não está preocupado. “Estamos em ascendência. O resultado do primeiro turno registrou este momento. Acredito que, neste segundo turno, a diferença deve só aumentar”, destaca o governador.

Influência Nacional

Ao ser questionado se a chegada dos petistas, Lula e Dilma Rousseff, ao palanque efetivo de Lessa, traria mais peso à campanha adversária, o tucano rechaçou. “Acho pouco provável que isso aconteça. A eleição será decidida no âmbito estadual. O eleitor deve escolher aquele que fez mais, em seus mandatos”, antecipou.

Com isso, ele praticamente descartou a vinda de José Serra (PSDB) a Alagoas. “O meu candidato é o Serra, desde o começo. Mas não há nenhuma conversa que o traga para o estado, pelo menos até então”, justificou. A vitória de Serra, em Maceió, satisfaz Vilela: “sinto pela derrota no âmbito estadual”, explicou.

O fato de Serra ter prometido, em campanha, que aumentaria o salário mínimo não assusta o tucano – diante da realidade alagoana. Ele conta que em uma das visitas a Alagoas, o ex-governador de São Paulo prometeu uma mensagem, ao Congresso Nacional, que iria beneficiar os estados com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). “Com isso não sofreríamos tanto para pagar os novos salários”, especula.

Embate Jurídico

Téo Vilela destacou o trabalho da Justiça Eleitoral no primeiro turno. Ele conta que o trabalho foi conduzido de forma séria, com muita credibilidade. “Não concordo com o que o Lessa disse, ele esperneia muito. Não acho que a Justiça tenha sido tendenciosa, nem que ela deva pesar no segundo turno. A discussão, como eu já falei, vai ficar entre o cada um fez: durante a sua gestão”, explica.

Assim, ele descarta – de sua parte – qualquer ‘baixaria’ que seja. “Eu sou formado na escola de Teotônio Vilela. Não compactuo com este tipo de postura. Agora, se ele vai manter a postura nesta nova disputa, eu não posso prever. Mas uma coisa é certa: eu temo somente a Deus”, conclui o governador.