O governador reeleito de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, avaliou nesta segunda-feira (4), os motivos para a eleição presidencial ter ido para o segundo turno e afirmou que Dilma Rousseff (PT) foi vítima de uma campanha "fascista e de baixo nível". Para Campos, "foram propagados fatos negativos e isso pesou. Se construiu na reta final da campanha uma boataria, uma campanha de baixo nível, com inversão de coisas que Dilma tinha falado", disse em entrevista à Rádio Jornal. No entanto, o governador não determinou a autoria dos ataques.
Para Eduardo Campos, os boatos contra a candidata do PT auxiliaram na votação de Marina Silva (PV). "Aqui, por exemplo, grupos evangélicos que votaram em mim não votaram em Dilma. Por conta desses boatos votaram em Marina", lamentou o governador. Ele utilizou como exemplo a frase: "nem Deus tira minha vitória", atribuída a Dilma Rousseff. "Ela nunca disse isso", garantiu.
O governador, que já está em campanha para Dilma, explicou aos seus eleitores que "precisa" da vitória da candidata petista. "Receber uma votação como essa e não me dar a eleição da presidente da República? Não. É como dar com uma mão e tirar com a outra. Preciso disso para continuar essa parceria que começou com o presidente Lula", afirmou.
Eduardo Campos participará ainda nesta segunda-feira de uma reunião com governadores e senadores eleitos, aliados de Dilma, para traçar a estratégia do segundo turno. O encontro será realizado em Brasília.