Os alagoanos não conheceram seu governador neste domingo (03). A decisão foi adiada e deve ser decidida entre os candidatos Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT). Assim, as previsões propostas pelos Institutos de Pesquisas foram contrariadas, afastando o candidato Fernando Collor (PTB) do Palácio República dos Palmares.

O atual governador surgia, nas primeiras pesquisas, em terceiro colocado nas intenções de votos do eleitorado alagoano. Mas, o tucano demonstrava confiança e não apostava nos números. Ele mantinha seu trabalho, se articulando e chamando – para sua base aliada – o mais disputado cabo eleitoral do estado: o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP).

Com a chegada do guia, foi possível equilibrar a situação. Com mais tempo na televisão e no rádio, Téo projetou sua imagem e desenvolver seu trabalho. A partir daí, a sua candidatura teve uma ascensão meteórica. Fato que preocupava os seus adversários. Neste aspecto, Collor saiu em desvantagem. O candidato sofria com o menor tempo nos guias eleitorais, além de ter sido o candidato mais antigo a ter passado pelo Palácio.

O fator presidência, neste momento, falou mais alto. Além dos rótulos de Impeachment, confisco de poupança – entre outros argumentos -, o candidato tinha que desviar o foco destes estigmas e apresentar o que fez de relevante para o país enquanto disputava um mandato em âmbito estadual.

A surpresa desta eleição ficou por conta de Lessa. Há, pelo menos três dias, o candidato sofria com uma incerteza jurídica a respeito de sua candidatura. Ele vinha sendo bombardeado de todos os lados: candidatos, advogados e entidades, de uma forma geral, criticavam a sua persistência em levar sua candidatura adiante.

Muitos apostavam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iria sepultar as suas chances. Mas, com um resultado surpreendente, ele conseguiu o aval do pleno e chegou ao segundo turno em condição de igualdade com o seu principal adversário, Téo.