A última cartada do Fluminense para voltar a mandar jogos deste Campeonato Brasileiro no Maracanã será julgada nesta sexta-feira, quando auditores do plenário do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) vão analisar o pedido de liminar do clube para atuar no estádio. Com acordo firmado junto ao Botafogo para utilizar o Engenhão até 2012, até a diretoria tricolor admite que é improvável a reversão da situação.

Na véspera do julgamento, o estádio é um canteiro de obras. Há entulho em todo o anel inferior, onde escavadeiras continuam trabalhando, e mesmo as cadeiras da arquibancada já foram retiradas. Estão acumuladas no corredor de acesso ao anel superior.

O estado do gramado tampouco está perto do ideal, embora fossem necessárias apenas duas semanas para colocá-lo em condições de jogo, segundo a empresa responsável.

- O gramado não está em boas condições. Desde que saímos de lá, não se cuidou mais. Está alto, muito fofo. Voltar para o Maracanã, se eles (dirigentes) estiverem pensando em renda, seria bom, pois cabe mais gente. Mas, se for pelo gramado, é melhor jogar no Engenhão - disse o engenheiro agrônomo Paulo Antônio Azeredo Neto, responsável pelo campo dos dois estádios.
obras maracanã A tese defendida pelo Flu é de que, como as obras iniciais estão sendo realizadas sobretudo no anel inferior, os jogos poderiam ser realizados normalmente. Como argumento, é utilizado o precedente aberto em 2006, quando Flamengo e Vasco disputaram a final da Copa do Brasil, apesar das reformas para os Jogos Pan-Americanos do ano seguinte.

Tanto a Suderj quanto a CBF preferiram não se pronunciar oficialmente sobre a derradeira tentativa do Fluminense. A entidade máxima do futebol brasileiro considera que o pedido do clube não tem fundamento, já que o fechamento do Maracanã já deveria ter ocorrido. O próprio Tricolor fez três despedidas do local: contra o Vitória, antes da pausa para a Copa (quando a reforma deveria começar); no clássico contra o Vasco, em que apenas as cadeiras azuis estavam inutilizáveis; e na partida contra o Palmeiras, a última do time nas dependências.