Diante do massacre que Heloísa Helena (PSOL) vem sofrendo nesta eleição, a candidata à Presidência da República, Marina Silva (PV), estuda a possibilidade de passar em Alagoas para ‘dar um abraço’ na amiga, antes da eleição – no próximo domingo (03). Uma espécie de incentivo para a candidatura da alagoana, que lida com o bombardeio direto de seus opositores.
“A senadora Heloísa Helena está sendo massacrada lá em Alagoas. Uma mulher corajosa e valente colocada na clandestinidade pelos meios de comunicação daquele estado”, disse. “Aquela mulher luta sozinha contra as forças do atraso na política do Nordeste. Quero ver como faço para dar um abraço na Helô. Espero que ela volte em breve ao Senado para o bem dos alagoanos e do Brasil”. As duas já fizeram parte da bancada do PT no Senado.
Na última terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou por unanimidade o registro eleitoral de Heloísa Helena ao Senado por Alagoas. Seu adversário, Ildefonso Lacerda (PRTB) pediu à Justiça Eleitoral que o registro da política do PSOL fosse cassado, tornando-a inelegível.
O pedido de impugnação teve como base a Lei da Ficha Limpa. Lacerda argumentou que Heloísa teria sido autuada pela Receita Federal por suposta sonegação de imposto de renda e rendimentos tributáveis que recebeu como deputada estadual. Para o ministro relator, Marco Aurélio Mello, o pedido foi feito fora do prazo e os argumentos apresentados não geram inelegibilidade.
