Policiais militares que integram o grupamento do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), pertencente ao 6º Batalhão, sediado em Maragogi, são processados por invasão de propriedade privada, agressão de menores e violação dos direitos humanos.

A representação foi aberta na última terça-feira (28) pela promotoria de Porto Calvo, depois de receber a denúncia do empresário Marcelo Oliveira, que teve sua residência invadida pelos policias durante a festa de aniversário de seu filho de 14 anos.

O empresário foi ouvido ontem pelo promotor de justiça, Sérgio Eduardo Simões, que já enviou ofício ao comando do Batalhão para que todos os envolvidos sejam identificados e respondam ao processo.

Segundo a vítima, os policiais invadiram sua residência por volta das 20h e de forma violenta, empurraram, pisaam os menores e chegaram até a arrancar um brinco da orelha de um deles, tudo isso sem um mandado judicial.

"Os policiais disseram que procuravam drogas", declarou o empresário que no momento do ocorrido se encontrava no andar de cima dormindo.

O Ministério Público tomou conhecimento de forma extra oficial de que o grupo do Pelopes tem agido de forma violenta nas abordagens. Recentemente, um diretor de um hotel foi arrancado de seu carro e revistado aos empurões e chutes pelo grupo. Para a promotoria, essas ações demonstram o excesso da força e da brutalidade, desrespeitando os direitos humanos e o cidadão.

Equipe de repotagem do Cadaminuto entrou em contato com 6°BPM, mas nada poderão informar por conta de uma mudança no comando da guarnição.