A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, garantiu neste sábado a realização das eleições legislativas deste domingo, mesmo em caso de problemas técnicos ou falhas no sistema de energia elétrica do país, abalado por uma crise energética e pelas fortes chuvas das últimas horas.

"Todas as nossas máquinas de votação têm baterias que podem funcionar por 14 horas com ou sem apagão", o que garantirá ao eleitorado "um ato de votação sem interrupções, como estabelece a lei", explicou Lucena, em entrevista exclusiva à rede Telesur.

Segundo ela, o governo e as Forças Armadas, assim como o CNE, já tomaram "extremas medidas de segurança nos pontos críticos de nosso sistema elétrico", afetados principalmente por uma grave seca que atingiu a Venezuela nos últimos meses, situação desencadeada pela baixa expansão e ausência de investimentos no setor.

Já em relação à expectativa do conselho para o pleito, Lucena disse que a avaliação realizada pela autoridade eleitoral aponta que "os eleitores deram mostras de maturidade e consciência". Espera-se nestas votações que a afluência seja positiva, após a alta abstenção do pleito anterior, em 2005, marcado pelo boicote da oposição, que decidiu não se apresentar, como forma de protesto.

Eleição

A popularidade do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de seu projeto de revolução serão avaliados nas urnas neste domingo, quando mais de 17 milhões de venezuelanos são esperados nas urnas para definir a recomposição do Parlamento, governado durante cinco anos por uma maioria governista.

Há 11 anos no poder, o presidente aposta em sua popularidade para conseguir votos. "Chávez sabe que estão em jogo as eleições de 2012, que junta a escolha simultânea para governadores, prefeitos e presidente", afirmou o analista político Javier Biardeau, professor da Universidade Central da Venezuela.