A suspensão do julgamento de Joaquim Roriz (PSC) no Supremo Tribunal Federal (STF) não significa sofrimento para o candidato Ronaldo Lessa (PDT). Ao contrário, a discussão acalorada do plenário expôs as ‘simpatias’ de cada ministro a respeito da Lei ‘Ficha Limpa’. Ainda é cedo para cantar ‘vitória’, mas, a defesa do candidato já contabiliza, pelo menos, quatro ministros com manifestações simpáticas à derrubada da Lei: entre eles o presidente, César Peluzo (que em caso de empate, vota novamente).

De acordo com o advogado eleitoral Marcelo Brabo não se pode garantir a vitória. “Até porque o posicionamento de um ministro pode mudar em uma discussão, quiçá de um dia para o outro”, salientou. A coordenação jurídica da chapa de Lessa sai de alma lavada deste ‘primeiro round’.

“É preciso levar em consideração o que foi levantado pelos ministros. Isso mostra que nossos argumentos são substanciais: não tem nada de absurdo, como muitos falavam”, alfinetou o advogado. Entre as questões levantadas no plenário, as da ‘novidade e do ofício’ são as mesmas levantadas pela defesa, desde o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Incerteza de Toffoli

A surpresa da tarde ficou por conta dos argumentos levantados pelo ministro Luís Carlos Dias Toffoli. O ministro não ‘confirmou’, através dos argumentos levantados – durante a sessão -, que estaria convicto em um parecer contrário à Lei. “Para mim ainda é uma incógnita. Não dá para incluí-lo no grupo dos quatro que são ‘simpáticos’ à queda da Lei. Vamos aguardar”, conclui Marcelo Brabo.