A ameaça da Al Qaeda contra os Estados Unidos está mais difícil de combater, mas a organização terrorista se encontra em um de seus momentos mais desfavoráveis no Paquistão, afirmou o diretor do Centro Nacional Contra o Terrorismo, Michael Leiter.
O funcionário, que hoje discursou perante um comitê do Senado americano, apontou que o país enfrenta situações cada vez mais complexas para detectar e desbaratar os planos terroristas.
"A constante campanha americana e paquistanesa contra a Al Qaeda e seus aliados nos territórios tribais (do noroeste do Paquistão) possibilitou a redução dos santuários do grupo e lhes obrigou a fazer adaptações para amenizar as perdas de membros", afirmou Leiter.
Nos últimos 19 meses, a base de operações da Al Qaeda nos territórios tribais do Paquistão "se restringiu consideravelmente, o que limitou sua liberdade de ação e sua capacidade para atuar", segundo o funcionário.
Na audiência também participam a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, e o diretor do FBI (Polícia federal americana), Robert Mueller.
Os discursos dos altos funcionários buscaram pôr em evidência a ideia de que, nove anos depois dos ataques terroristas contra os Estados Unidos em 2001, a ameaça de organizações extremistas evoluiu e tornou-se mais variada, complexa e difícil de combater.
"Um aspecto importante dessa evolução é a diversificação da ameaça terrorista em muitos níveis", disse Napolitano, na audiência perante o Comitê de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais do Senado.
"Esses níveis incluem as fontes de ameaças, os métodos usados pelos terroristas e os alvos que escolhem para seus ataques", acrescentou a funcionária.
Já o diretor do FBI disse aos senadores que, "apesar de uma significativa campanha contra o terrorismo, a Al Qaeda continua disposta a encabeçar ataques na Europa e nos Estados Unidos".
A organização terrorista Al Qaeda, que promoveu os atentados de 11 de setembro de 2001, insiste em seus "esforços para recrutar, instruir e enviar agentes que executem ataques no mundo todo", sustentou Mueller.