O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, aproveitou o horário eleitoral da noite desta quinta-feira (16) para associar sua adversária, a petista Dilma Rousseff, às acusações de corrupção no ministério da Casa Civil, divulgadas hoje pela Folha de S.Paulo.
"Entra dia e sai dia, e o governo do PT se enrola cada vez mais em escândalos. Hoje, mais um caso grave", afirmou o narrador da peça, que em seguida citou as denúncias veiculadas pela publicação. "Dilma e Erenice, juntas desde 2003".
Em entrevista ao jornal, o empresário Rubnei Quícoli acusa Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar propina para a obter liberação de empréstimos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Erenice pediu hoje demissão do cargo, ao qual foi alçada após a saída de Dilma. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou na tarde desta quinta que a legenda irá entrar com uma representação criminal por calúnia e difamação contra o empresário Quícoli.
"Não admitimos que ninguém, principalmente um cidadão com essa folha corrida, venha tentar forjar a participação da campanha do PT neste episódio", afirmou Dutra.
Serra também voltou a prometer aumentar o salário mínimo para R$ 600 em 2011, caso seja eleito. Atualmente, a previsão é que salário suba para R$ 538 no ano que vem. "Eu fui ministro, sou economista, sei fazer conta, e o salário mínimo vai para R$ 600", afirmou o tucano.
A presidenciável petista não tocou no tema durante sua propaganda eleitoral, que deu destaque à comparação entre as realizações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"Creio que ficou bem claro: o nosso modelo de governar é completamente diferente do modelo passado", afirmou a ministra, após a exibição de dados mostrando a expansão do emprego durante a atual administração. "Hoje a economia brasileira está bombando, mas não vamos nos acomodar", disse a ex-ministra.
O presidente Lula deu mais um depoimento em apoio a sua candidata. "Nós estamos hoje no Brasil recuperando quase 6 mil quilômetros de ferrovias. E eu tenho a convicção que a Dilma eleita vai fazer para o Brasil as ferrovias que a gente tanto precisa", disse.
Marina Silva, do PV, citou dados da mais recente pesquisa Datafolha, que mostram crescimento de sua candidatura nas intenções de voto em algumas cidades do país. "Vamos fazer uma decisão histórica com duas mulheres particiapando do segundo turno", afirmou a locução da peça.
De acordo com a sondagem, divulgada hoje e realiza entre os dias 13 e 15 deste mês, Marina está em terceiro lugar, com 11%. José Serra tem 27%, e Dilma Rousseff lidera com 51%.