O torcedor do Vila Nova teve mais uma noite memorável nesta sexta-feira. Empurrando a equipe alvirrubra durante os 90min do jogo contra o Guaratinguetá, os mais de 17 mil torcedores que compareceram ao Serra Dourada puderam vibrar com um gol salvador de Max Pardalzinho aos 46min do segundo tempo, que deu a vitória ao Vila por 1 a 0 sobre a equipe paulista.
Com os três pontos conquistados nesta 22ª rodada da Série B, o Vila Nova chega à sua sexta vitória em sequência, saindo da zona de rebaixamento à qual havia voltado na terça, após vitória do Santo André na abertura da rodada. Com 26 pontos, o time goiano já começa sonhar alto e vê o G-4 a 11 pontos de distância. Nada impossível para quem, até 13ª rodada só tinha conquistado uma vitória e um empate. Já são sete jogos sem perder – a sequência começou com um empate contra o Sport.
Já o Guaratinguetá, que vinha de uma derrota em casa para o Sport, estaciona na tabela, com 33 pontos, e perde mais uma chance de encostar no G-4, distante quatro pontos. A equipe é a sétima colocada.
Na próxima rodada, na terça-feira, o Vila Nova tem partida difícil contra o Bahia, em Salvador. No mesmo dia, o Guaratinguetá faz o clássico do interior paulista contra a Ponte Preta no Vale do Paraíba. As duas partidas acontecem às 19h30.
O jogo
Apesar do apoio do torcedor, o time goiano fez um primeiro tempo aquém do esperado. Em 45min, apenas três chances de gol. A primeira – e a melhor – foi aos 18min. Escanteio batido da esquerda, Cris apareceu vindo de trás, testou firme e mandou à esquerda do gol. Aos 32min, aproveitando sobre de fora da área, Roni pegou um sem pulo bonito e por pouco não acertou o ângulo. Já no finalzinho, chute forte, rasteiro, de Bruno Lopes, passou tirando tinta da trave esquerda.
Não querendo decepcionar a torcida, o Vila Nova atacou mais na segunda etapa e reclamou muito de três decisões polêmicas do árbitro Cleisson Veloso Pereira, de Minas Gerais. Aos 8min, Carlos Alberto – o 64º reforço do ano no Vila Nova – apareceu nas costas da zaga, bateu na saída de Jaílson e mandou para o fundo das redes. O juiz anulou alegando um impedimento inexistente.
Depois, aos 13min, Ivan acertou lindo chute, Jaílson tocou com a ponta dos dedos, a bola bateu no travessão e voltou aparentemente em cima da linha. Roni ainda tentou pegar o rebote, mas, mesmo no chão, o goleiro conseguiu mais um toque para “limpar” a área. Torcida e jogadores alegaram que a bola entrou.
O terceiro lance polêmico veio aos 20min. Em cruzamento na área, um defensor do Guaratinguetá cortou com a mão, todos os jogadores do Vila Nova que estavam por perto levantaram a mão ao mesmo tempo pedindo pênalti, mas o árbitro mandou seguir.
Entre os três lances, o Guaratinguetá chegou uma vez. Em cruzamento de Régis, pela esquerda, Lucio Flávio se antecipou a Max – que saiu mal – e mandou a bola na trave. O Vila seguiu pressionando e criando. Aos 26min, Jaílson saiu mal do gol após cruzamento da esquerda, mas o chute de Roni foi para fora. Três minutos depois, Max Pardalzinho foi à linha de fundo, cruzou para trás, Jaílson não agarrou e Roni quase fez com a ponta da chuteira.
Toda a pressão foi recompensada aos 46min. Max Pardalzinho fez boa jogada pela esquerda, deixou Galliardo para trás e bateu firme, de canhota, cruzado, sem chances para Jaílson.