Mesmo sendo o terceiro colocado, em todas as pesquisas que saíram até agora – sobre as intenções de votos, ao Governo do Estado -, o candidato Teotonio Vilela Filho (PSDB) esbanjou otimismo e provocou seus adversários: “não sei não se vai ter segundo turno”.

Em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no programa Conversa de Botequim, o atual governador do Estado falou da campanha, das dificuldades no primeiro mandato e de seus adversários no pleito.

Tanto otimismo foi seguido de uma ressalva. Com a sua experiência de eleições para o Senado, Vilela reconhece, com propriedade de causa, que nada está decidido. “É claro que um combate eleitoral só se ganha no dia. Mas, são caminhadas - como a feita em Arapiraca – que não me fazem desistir: nunca”, explica.

Aos mais desavisados, ele admite ter uma ‘carta na manga’, mas não pretende usá-la. “A pesquisa do Vox Populi está pronta, mas não acredito que vamos divulgar. Ela é mais para uma avaliação interna: estratégia de campanha” justifica.

Como governador, ele explica que sofreu – à duras penas – os três primeiros meses de sua gestão. “Impressionava-me, tal impaciência. Porque todo dia, eu tinha que trabalhar com ‘apitaço’, panelaço, todo e qualquer tipo de protesto. Mas acredito que eles tenham entendido minha forma de governar.

Hoje, é com muita satisfação que saio de uma reunião com sindicalistas e eles me perguntam: ‘como o senhor tem uma aprovação de 73% e está em terceiro? ’”, alfineta

Como exemplo, Téo Vilela cita o depoimento do sindicalista Jalbas, representante dos Portuários que estava na platéia – para traduzir o sentimento dos trabalhadores que apóiam sua campanha. “Jalbas me interpelou afirmando ser petista, ‘cutista’, já ter levados ‘esporros’ aos montes de seu partido, mas que não abre mão do meu voto”, se entusiasma.

Lula e o guia eleitoral

Ao ser perguntado por Plínio Lins, sobre a agressividade de seu guia com relação ao Ronaldo Lessa (PDT) e se o candidato estaria poupando o outro adversário, Fernando Collor (PTB), o governador tratou logo de corrigir o jornalista: “não batemos, apenas falamos a verdade”.

Com relação ao presidente Lula (PT), Vilela sustenta que o uso da imagem presidenciável – em seu guia – não tem nada de ilegal e não teme qualquer represália do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele sustenta no fato de que o trecho exibido – onde o petista tece elogios à sua gestão – se consolida na amizade e confiança que permeia sua relação com o presidente.

“Somos amigos de longa data, que vem desde o meu pai e se firmou na Constituinte. Ele sabe que em Alagoas tem um governador sério. Se ele pede voto ao adversário [Ronaldo Lessa] é porque tem que ser, é seu dever. Mas tenha certeza, ele torce de coração para que o estado continue no caminho do bem”, ataca.

Reta final e depoimentos da PF

Em entrevista exclusiva ao portal Cada Minuto, Teotonio Vilela Filho revelou como vai ser sua campanha, nesta reta final. “Trabalho e participação da sociedade. Reconhecendo, agora, que Alagoas tem a oportunidade de continuar no caminho do bem”, antecipou.

Mas, ao ser perguntado se os seus adversários sofreriam certo atraso – por conta de depoimentos na Polícia Federal (PF) -, o que lhe proporcionaria cômoda vantagem, o governador silenciou: “quem vai decidir é o povo”, conclui Vilela.