A pedido da Petrobras, a Polícia Civil paulista quebrou o sigilo criminal de milhares de pessoas que tentaram emprego na estatal ou em suas subsidiárias durante um período de pelo menos dez anos, de 2000 e 2009. A informação é da reportagem de André Caramante e Rogério Pagnan publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
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Em relatório ao qual à Folha teve acesso, a Corregedoria da Polícia Civil diz que a prática, chamada de "ilegal" pelo órgão, atingiu 4.000 pessoas por mês no período, em média. Segundo a investigação, só de janeiro de 2008 a julho de 2009, a Divisão de Capturas passou à Petrobras fichas criminais de 70.499 pessoas.
Foram os próprios policiais da Divisão de Capturas que denunciaram a "parceria", em meados de 2009. Eles disseram sofrer ameaças de transferência caso não fizessem as pesquisas. Cinco integrantes da Divisão de Capturas foram ouvidos pela Corregedoria a fim de "justificar a quantidade de pesquisas efetuadas em suas senhas individuais".