A vereadora, Heloísa Helena (PSOL), lamentou o pouco tempo que tem direito no guia eleitoral. De acordo com a candidata ao Senado, ela sai em desvantagem.
“Não dá para em 50 segundos rebater as acusações de todos os meus adversários, tomando quase todo o guia”, desabafa. Com esse espírito ela comentou, em sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas, questões sobre reforma política.
Em linhas gerais, Heloísa admite ser difícil pôr em prática uma reforma política plena.
“Afinal, alguns partidos são grandes, mas nanicos moralmente. Como operacionalizar uma Legislação em cima de partidos de aluguéis e ideológicos? Eu tenho dúvidas”. Pela experiência como fundadora do PSOL, ela destaca a dificuldade que é fundar um partido. “A Legislação obstaculiza a fundação de um novo partido. É preciso definir muito bem estas cláusulas”, salienta.
Entre outros pontos, a ex-senadora criticou o modelo atual vigente: principalmente, no que diz respeito ao voto distrital. Ela conta que esta ‘mudança’ já é posta em prática – sendo que de outra forma.
”O voto distrital, hoje, se consolida nos currais eleitorais. É preciso que haja uma fiscalização maior, caso o contrário vai continuar incorrendo no mesmo erro: independente da reforma que vier”, pondera.
Heloísa Helena demonstrou, claramente, que é contra a obrigatoriedade do voto. Ele salienta sua opinião no fato de que este é um mecanismo que consolida o apoio da sociedade, como instrumento de transformação.
“Mas confesso que, hoje em dia, repenso esta minha posição. Eu prefiro que não seja obrigatório, já basta sofremos a influência direta dos ricos contra os pobres, dos brancos contra os negros, não precisamos de mais um instrumento de influência”, declara.
Com relação à corrupção, a vereadora declara que ela só se consolida com base no executivo.
“Para que exista o crime, é preciso que haja as três vertentes: o financiador, o legislativo e o executivo. Sem eles, o esquema não funciona”, alfineta. Entre esses e outros motivos, a candidata conclui ser contra a reeleição: pelo menos em um deles.
“Sou extremamente contra a reeleição no Executivo. É preciso acabar com isso. Se um candidato não possibilita que outros conduzam os seus projetos, eles foram falhos”, dispara.
