O deputado estadual, Judson Cabral (PT), divulgou – em seu guia eleitoral – na última quarta-feira (08), que seria um candidato ‘Ficha Limpa’. A informação poderia soar normal, caso o presidente estadual de seu partido, Joaquim Brito, e o seu candidato ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), não estivesse respondendo – judicialmente – por isso.
Cabral conta que a iniciativa partiu de discussão do grupo que o apóia. “A declaração se dá em face de tudo que ocorreu nos últimos quatro anos”, se baseia. No entanto, ao ser perguntado se a declaração poderia abalar – ainda mais – a sua relação com a cúpula do partido, o deputado garantiu que não.
“Até porque, quem tem que julgar é o eleitor. Tanto o processo de Brito, quanto o de Ronaldo, não repercute como caráter. A questão, deles, é de conduta”, ameniza o candidato. Pelo menos, para o candidato, a questão está muito bem resolvida. “Não vejo problema em fazer esse pronunciamento. Tanto que estou ao lado deles” simplifica.
Judson Cabral não acredita que o ‘rótulo’ possa degradar moralmente ou tachar como uma conduta imprópria. “Eu vejo que a lei seja para que a população afaste aqueles que são envolvidos em crimes de mando, ‘pistolagem’ ou desvio de recursos – propriamente dito”, acredita.
