Com a chegada da nova pesquisa do Sensus, divulgada nesta sexta-feira (10), os posicionamentos divergem e o seu impacto é questionado. As coligações se manifestam das formas mais variadas possíveis, chegando – até – a ser desconsiderada como ‘impacto’: incapaz de exercer qualquer influência sobre o pleito.
De acordo com Euclydes Mello, coordenador de campanha da coligação ‘Povo no Governo’, a pesquisa gerou certa frustração na coligação. “Eu esperava que estivéssemos melhores”, declarou. A sensação reflete o trabalho de quem se mostrou, na dianteira, em quase todas as pesquisas. Com exceção da realizada pelo IBOPE: na liderança, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).
Por outro lado, o próprio Lessa não acredita muito no impacto de uma pesquisa eleitoral, ‘a esta altura do campeonato’. De acordo com o candidato, a pesquisa pode ter influência antes. “Porque ela ajuda, ou dificulta o candidato a conseguir dinheiro. Mas, daqui por diante, vai ser mesmo a vontade do povo”, acredita.
O pedetista ressalta que nesta reta final de campanha, o termômetro se concentra no guia eleitoral. “Ele mexe, emociona e passa segurança. Agora, o importante mesmo será o corpo a corpo. Neste sentido, eu me sinto prejudicado. Ultimamente, venho passando três dias da semana em Brasília, por conta do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Poderia estar em campanha”, explicou.
A assessoria do candidato Teotonio Vilela Filho (PSDB) não quis comentar a pesquisa.
Pesquisa
O Instituto Sensus Data World Pesquisa e Consultoria LTDA divulga amanhã no O Jornal a sua primeira pesquisa eleitoral com as intenções de voto para o governo do Estado e o Senado.
Conforme os números o senador Fernando Collor (PTB) está com 35,2%; o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) tem 27,7% e o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) está em terceiro, com 21%.
