O candidato ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), revelou – com exclusividade ao Cada Minuto – que o seu nome sequer foi citado no processo de superfaturamento, em obra de macro-drenagem no Distrito Industrial, investigado pela Polícia Federal de Alagoas. O candidato encara o fato como um indício de que sua intimação para depor na PF seja, realmente, política.
De acordo com o ex-governador, seus advogados foram atrás do caso, na 3ª Vara Federal, e constataram que o seu nome sequer foi citado. “Meus advogados foram atrás do processo. Eles constataram que sequer fui citado no caso. Não sei o porquê desse delegado me chamar para depor. É muito estranho me chamar para depor agora”, desconfia.
Ronaldo Lessa utiliza tal fato como indício de sua suspeita: motivação política. “Ainda bem que a população entendeu esta possibilidade, acreditando que não seja nada mais sério”, explicou. Ele trata o assunto, assim como a apreciação de seu recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eles não devem ser empecilhos para mim. Afinal, nós estamos a três semanas do pleito, não há pesquisas, nem factóides capazes de modificar uma intenção de voto”, se enche de esperanças.
Sabatina da OAB
Em sabatina, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas, Lessa se dedicou a comentar o cenário político atual. Na ocasião, ele aproveitou para comentar o apoio do prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). “Ele ficou perdido muito tempo e agora se perdeu ainda mais”, declarou.
Como fundamento, o candidato dispara que a atual gestão não responde a necessidade da sociedade. E isso acaba refletindo, diretamente, à sua colocação nas pesquisas. “Ele está sempre em 3º, em toda e qualquer pesquisa. Isso porque ele só governa para a elite e se esquece do povo”, credenciou o candidato.
Para isso, o ex-governador destaca que não esquece quem o elegeu. “Por isso que todas as certidões sindicais estão unificadas por mim, nem o presidente Lula conseguiu isso”, enaltece.
