Sem o apoio dos antigos companheiros de militância do PT, a candidata à presidência Marina Silva (PV) reuniu a família no primeiro dia de agenda pública em Rio Branco. Essa é a primeira vez, desde o inicio oficial da disputa ao Palácio do Planalto, que a senadora faz campanha no Acre, sua terra natal.

"É um lugar de encontro com as pessoas que nos sustentam e nos dão apoio", afirmou Marina na manhã deste sábado (4), na companhia do pai, Pedro Augusto, dos sete irmãos e do marido, Fábio Vaz de Lima.

O pai de Marina afirmou não estar desanimado com o resultado das últimas pesquisas, que colocam a filha em terceiro lugar na corrida presidencial. "Eu não me levo pelas pesquisas. Uma acriana do seringal enfrentando uma barra dessas [tem que ter] muita disposição", afirmou seu Pedro, 83.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Marina segue com 10% das intenções de voto, contra 50% de Dilma Rousseff (PT) e 28% de José Serra.

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No Acre, o cenário é semelhante. Na última pesquisa do Ibope, publicada nesta semana, Marina está com 19% dos votos, atrás de Dilma (32%) e José Serra (34%).

'Tudo o que eu sou na vida política eu devo ao Acre. Eu não tenho cobranças nem exigências com os acrianos. Eu venho respeitosamente pedir a ajuda deles', afirmou Marina sobre a pesquisa. Companheiros de militância de Marina no PT, Tião e Jorge Viana, que concorrem ao governo e ao Senado, respectivamente, fazem campanha pelo interior do estado e não acompanharam a agenda da senadora.

Na propaganda eleitoral, Tião aparece pedindo votos para Dilma Rousseff. 'Na democracia a gente não exige o voto, a gente conquista o voto', alfinetou Marina durante agenda no estado.

Marina, entretanto, defendeu o nome dos petistas durante a agenda. "Eu me sinto coerente [em dar o apoio]. Estou fazendo o que sempre fiz. Estou dando continuidade ao nosso projeto", afirmou. Assessores da candidata, entretanto, apontam certo 'desencanto' de Marina com o silêncio dos antigos colegas.

Em Rio Branco, a candidata do PV inaugurou três casas de Marina a primeira delas, a duas ruas da casa do colega de Senado Tião Viana.