O técnico Adilson Batista precisou se policiar para falar sobre Neymar nesta sexta-feira. Ex-zagueiro, o treinador do Corinthians evitou reprovar diante das câmeras o chapéu aplicado pelo atacante do Santos em cima do volante Marcinho Guerreiro, com o jogo contra o Avaí paralisado.
"Ah, meu amigo. Se fosse comigo...", disse Adilson, antes de respirar fundo. "Eu tomaria o chapéu e bateria palmas para ele. Aplaudiria. Cumprimentaria depois do jogo e pediria a camisa. Futebol é assim, né?", gargalhou o treinador, claramente em um tom irônico.
Outro chapéu de Neymar causou polêmica no Parque São Jorge no último Campeonato Paulista, quando o Corinthians ainda era treinador por Mano Menezes. No clássico disputado no dia 28 de fevereiro, que terminou com vitória santista por 2 a 1 na Vila Belmiro, o atacante passou a bola sobre o corpo de Chicão também com a partida parada.
O zagueiro do Corinthians ficou revoltado com Neymar na ocasião. Chicão classificou Neymar como "imaturo" e demorou a perdoar o adversário. Na quinta-feira, os atletas do Avaí ficaram igualmente inconformados.