O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) revelou – com exclusividade ao Cada Minuto – que a denúncia inicial sobre compra de votos em Ibateguara – cidade distante 103 km de Maceió – envolvia não só o candidato à proporcional Marcelo Vitor (PTB), mas um candidato a governador.
De acordo com o coordenador-geral do Movimento em Alagoas, Antônio Fernando dos Santos, mais de 30 pessoas formalizaram a denúncia e desencadeou a ação da Polícia Civil que culminou na prisão de três suspeitos por crime eleitoral: sobre a acusação de compra de votos.
“Formalizamos a denúncia e a Polícia trabalhou, brilhantemente, na atuação. Foi uma pena, só terem sido flagrados santinhos de Marcelo Victor”, disparou.
A informação foi confirmada pelo diretor-adjunto da PC, José Edson. Ele conta que durante a operação, que culminou na prisão dos três envolvidos, a suspeita era da atuação dos dois candidatos, o candidato a governador e um a deputado estadual. “Mas, só localizamos provas contra o deputado. O que nos leva a questionar a totalidade da denúncia. Até agora, prova realmente, só existe contra Marcelo Victor”, declarou.
Com isso, o candidato à Assembléia Legislativa sofre a iminência de uma impugnação. “Acreditamos que a Justiça Eleitoral deva cassar o registro de candidatura do deputado. A Lei é clara, ela merece o cumprimento, em casos como esses”, diz – esperançoso – Antônio Fernando.
O MCCE também nega o envolvimento do candidato a deputado federal, Rui Palmeira (PSDB). Como prova, o coordenador-geral do Movimento ressalta que a própria assessoria da polícia não noticiou o envolvimento do deputado. “Não denunciamos o seu envolvimento. Eu fiquei surpreso quando vi a fotografia com um santinho de Rui Palmeira no jornal Gazeta de Alagoas. A informação só pode ter sido plantada”, declara.
José Edson, disse que o cadastro e as provas envolvem apenas Marcelo Victor e que não existe nada que ligue a investigação ao outro deputado estadual Rui Palmeira, desmentindo o que foi publicado no jornal Gazeta de Alagoas.
"O depoimento do João Ferreira Júnior, que é cabo eleitoral do Marcelo Victor foi esclarecedor" explicou o representante da PC.
O delegado adjunto ressalta que a sua assessoria não errou ou ‘omitiu’ o nome do candidato. “Não temos esta prática. Não encontramos nenhuma irregularidade contra o atual deputado estadual Rui Palmeira”, concluiu o delegado
Todas as provas foram encaminhadas agora para a Policia Federal que é a responsável pelo inquérito.
