Os principais técnicos de futebol da Europa são favoráveis à experiência de se colocar mais dois árbitros atrás dos gols e preferem isso a usar a tecnologia que avisa quando a bola atravessou a linha de gol, disse a Uefa nesta quinta-feira, após encontro de dois dias em Nyon, na Suíça, com nomes como Alex Fergunson, do Manchester United, Pepe Guardiola, do Barcelona, e José Mourinho, do Real Madrid.
O novo sistema com um quinteto de arbitragem, que coloca um assistente atrás de cada um dos gols, foi experimentado oficialmente pela primeira vez na Liga Europa da última temporada. Agora a mudança será implementada também na Liga dos Campeões, nas eliminatórias da Eurocopa 2012 e em outros países, incluindo o Brasil.
O presidente da Uefa, Michel Platini, é um dos maiores defensores da experiência, que será realizada em competições de todo o mundo nos próximos dois anos, antes de a Fifa decidir se será implementada definitivamente. "Eles (os treinadores que participaram do encontro) são muito positivos em relação a essa experiência", afirmou o diretor técnico da entidade que comanda o futebol europeu, Andy Roxburgh. "Eles estão muito cientes dos problemas de seguir a rota da tecnologia e, como Platini, gostariam de manter o futebol mais humano se possível", explicou.
Por outro lado, Roxburgh reconhece que a regra não acabará com os erros. "Essa função é nova, então é algo que tem de ser alimentado e desenvolvido, e vai evoluir. E também há o efeito intimidador. Se há olhos atrás da linha, pode não haver tantos agarrões na área ou simulações", disse. Os cinco árbitros falharam em um teste na semana passada, quando o quinteto do jogo Tottenham x Young Boys, pelas eliminatórias da Liga dos Campeões, não conseguiu ver um claro toque de mão de Jermain Defoe antes de ele marcar um gol pelo Tottenham. "Não há 100 por cento de garantia, mas essa é uma tentativa de melhorar, de minimizar os erros", afirmou o ex-técnico escocês.