O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou nesta quinta-feira (2) seu apoio ao ministro das Relações Exteriores, William Hague, depois que seu principal assessor renunciou em meio a rumores "maliciosos" de que ambos teriam um relacionamento amoroso.
Nesta quarta-feira (1º), Hague divulgou um comunicado, no qual falou sobre os abortos espontâneos de sua mulher e as dificuldades do casal para ter filhos, negando que tenha tido um caso com seu assessor Christopher Myers, de 25 anos.
Um porta-voz de Cameron, que está de licença-paternidade, dias após o nascimento de sua filha, disse que o primeiro-ministro apoia 100% William.
- O primeiro-ministro entende totalmente porque William publicou aquele comunicado e o apoia 100%", acrescentou.
Durante uma entrevista coletiva ao lado do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, em visita oficial, Hague disse à imprensa que não tem mais nada a dizer sobre o assunto.
- Ontem (quarta-feira) eu escrevi algo muito pessoal, o que não foi fácil de fazer. Não vou falar mais nada a respeito hoje.
Ele disse que tomou a decisão de responder aos rumores porque ele e sua mulher estavam cansados de "alegações mentirosas".
Hague, de 49 anos, disse ontem que as especulações acerca de seu relacionamento com Myers, com quem trabalhou por 18 meses, começaram porque os dois dividiram um quarto de hotel durante a campanha eleitoral britânica, em maio.
Além disso, a imprensa britânica publicou uma fotografia na qual Hague aparece vestido informalmente, passeando às margens do Tâmisa ao lado de Myers.
O ministro admitiu ter dividido um quarto com duas camas “ocasionalmente" com o jovem, a quem contratou depois das eleições como seu assessor e destacou que nenhum dos dois teria feito isto se tivéssemos achado que significaria ou implicaria em algo mais de qualquer maneira.
Hague também afirmou que o casamento de 13 anos com sua mulher, Ffion, de 42 anos, é sólido, mas revelou que o casal está há anos tentando ter filhos, sem sucesso devido a uma série de abortos espontâneos.
Vários escândalos ligados a rumores de homossexualidade já rondaram o governo. Em maio, o secretário de Estado do Tesouro, David Laws, se demitiu após reconhecer ter pedido dinheiro para pagar o aluguel de uma casa para seu companheiro, alegando que a intenção era manter o relacionamento e sua orientação sexual em segredo.
No fim de agosto, o secretário de Estado das Prisões, Crispin Blunt, de 50 anos, anunciou publicamente sua homossexualidade e o rompimento com sua mulher, com quem era casado desde 1990, mãe de seus dois filhos.
