O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou nesta quarta-feira o pedido do Ministério Público contra a decisão da desembargadora Angélica de Almeida, da 12º Câmara de Diretio Criminal, que concedeu liberdade a Mizael Bispo de Souza e ao vigia Evandro Bezerra Silva, acusados de matar a advogada Mércia Nakashima. Com a decisão, os suspeitos continuam soltos. O pedido foi feito pelo MP na segunda-feira. De acordo com o TJ, o mérito do habeas-corpus ainda não tem data de julgamento.

O laudo de perícia do caso foi divulgado na terça-feira na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, após dois meses de investigações, e complementa o inquérito da Polícia Civil. O Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo detectou, em um par de sapatos de Mizael Bispo, fragmentos de uma alga presente na represa Atibainha, em Nazaré Paulista (SP), onde o corpo de Mércia Nakashima foi encontrado no dia 11 de junho. Segundo o perito Renato Pattoli, "fica claro que os sapatos de Mizael estiveram na represa há alguns meses, período que é compatível com a data do crime".

Além das algas, a perícia encontrou nos sapatos pequenas manchas de sangue, fragmentos de osso e chumbo, correspondente ao verificado nos projéteis calibre 38 encontrados na cena do crime. Os peritos não puderam fazer exame de DNA no material coletado, já que não possuíam quantidade suficiente de sangue e tecido ósseo.

O Caso
A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, teria sido assassinada pelo ex-namorado e policial aposentado, Mizael Bispo de Souza, que não aceitaria o fim do relacionamento. Rastreamento de chamadas telefônicas feito pela polícia com autorização da Justiça colocariam os dois na cena do crime, de acordo com as investigações. Mizael e o vigia Evandro Bezzerra Silva são considerados pela Polícia Civil os principais suspeitos do crime. Eles negam as acusações.