Apesar de ainda ter importantes questões a resolver no trânsito, além da carregada linha vermelha do metrô, o governador Alberto Goldman e sua cúpula falam com otimismo a respeito do acesso ao futuro estádio do Corinthians, em Itaquera.
"De qualquer lugar de São Paulo, você vai chegar fácil e rapidamente aqui", disse Goldman, ao lado de Gilberto Kassab, prefeito paulistano, e André Sanchez, presidente do Corinthians, em encontro na manhã desta segunda-feira.
Atualmente, porém, a linha vermelha do metrô tem lotação 100% maior que o recomendado - seis passageiros por metro quadrado. As obras na Jacu Pêssego, que desafogariam a Radial Leste, o único acesso ao local, também não estão prontas.
Goldman acredita até que o metrô paulistano, em 2014, poderá encher o estádio no período de apenas uma hora. Isso, segundo ele, amparado em projeção realizada pela Secretaria de Transportes Metropolitanos. "Serão 78 mil pessoas sentido na hora do pico. Problema de metrô, de transporte coletivo de massa, não haverá".
José Luiz Portella, secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, prometeu 10 novos trens para trabalhar na linha vermelha, totalizando 57 trens - 30% acima da operação atual. Assim, o trajeto que leva a Itaquera teria um intervalo de 82 segundos entre cada veículo.
Após o encontro em Itaquera, Goldman e o prefeito Gilberto Kassab se juntaram ao presidente corintiano Andrés Sanchez, e a Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, para sobrevoar o bairro com helicóptero. Segundo o governador, com o objetivo de estudar formas de se viabilizar acessos ao futuro estádio do clube.