O presidente do México, Felipe Calderón, esclareceu nesta sexta-feira que o agente do Ministério Público que investiga o massacre de 72 imigrantes no Estado de Tamaulipas está desaparecido há dois dias, mas não há informações sobre sua morte até o momento, informa o jornal "El Universal".
Mais cedo, o presidente tinha dito que o corpo de Roberto Javier Suárez Vázquez havia sido encontrado, mas depois corrigiu a informação.
Calderón disse que o agente desapareceu há dois dias na cidade de San Fernando, junto com um guarda de trânsito.
MASSACRE
A Marinha mexicana encontrou os 72 corpos nesta terça-feira (26), em uma fazenda perto da cidade de San Fernando, no Estado de Tamaulipas, norte do México e perto da fronteira com os Estados Unidos.
Um jovem equatoriano identificado como Freddy Lala Pomavilla teria sobrevivido ao massacre fingindo-se de morto. Ferido com um tiro na garganta, ele chegou a um posto da Marinha mexicana e contou às autoridades sobre o massacre de imigrantes brasileiros e equatorianos.
Freddy relatou que os estrangeiros foram sequestrados por um grupo criminoso, quando tentavam chegar à fronteira com os EUA. Os homens disseram pertencer ao grupo Los Zetas, e ofereceram trabalho como matadores de aluguel por US$ 1.000 quinzenais. Quando os imigrantes recusaram a oferta, os criminosos atiraram.
A Marinha foi até o local e entrou em confronto com o grupo. Pouco depois, encontrou os corpos no rancho.
Segundo a polícia, as vítimas, que se acredita sejam migrantes da América Central e da América do Sul --incluindo quatro brasileiros--, parecem ter sido amarradas com os olhos vendados antes de serem enfileiradas em uma parede e mortas a tiros.