O governador do Rio e candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta quinta-feira que a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, é a melhor opção para o Brasil, tem personalidade e não ficará "escrava" de interesses de outros partidos.
Segundo Cabral, Dilma é "democrata, realizadora, e sabe ouvir". "Dilma é uma baita de uma executiva. É realizadora, é séria, honesta", afirmou, em sabatina da Folha/UOL.
O governador comentou, no entanto, que lamenta ter que se opor ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de quem se disse amigo.
"Serra é qualificado, é meu amigo pessoal. Pena não ter continuado como governador, gosto dele, não estaria fazendo campanha em outro lado", observou, destacando que Dilma é a mais preparada.
Para Cabral, a petista conquistou sua candidatura especialmente pela sua gestão à frente dos ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil, a despeito de nunca ter sido eleita.
"Lula é pragmático, gosta de eficiência. Como na música, ele só quer saber do que poder dar certo, não tem tempo a perder."
PERDÃO
Cabral afirmou que perdoou o estudante Leandro dos Santos de Paula, 18, chamado de "otário" e "sacana" pelo peemedebista em vídeo que tomou conta da internet.
"Eu acho é que ele é que deve desculpas pela abordagem. Eu o perdoo porque ele acabou sendo manipulado por grupos políticos", disse Cabral. Ele reiterou que não houve intenção de maltratar o garoto. "Eu falei em uma conjuntura. Falei sem nenhum tom de agressão", disse em sabatina promovida pela Folha e pelo UOL.
O estudante abordou o governador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado, após inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Manguinhos, onde mora.
Primeiro, o rapaz reclama da ausência de uma quadra de tênis no local, e Lula diz que isso é "esporte da burguesia". Leandro conta que precisou consultar o dicionário para entender o recado. "Acho que ele quis dizer que é coisa de gente rica."
O presidente então pergunta por que ele não "nada". Ao ouvir que a piscina fica fechada, Lula se dirige a Cabral: "O dia que a imprensa vier aí e vir isso fechado, o prejuízo político é infinitamente maior do que colocar dois guardas aí".
Em seguida, Leandro reclama do barulho do "Caveirão", o blindado da Polícia Militar, em sua rua. Cabral o interrompe e pergunta se "lá não tem tráfico não". Quando o jovem diz que não, o governador rebate: "Deixa de ser otário, está fazendo discurso de otário".