A Petrobras assinou nesta terça-feira (24) um acordo com a americana KL Energy Corporation (KLE) para melhorar a tecnologia de produção de etanol a partir da celulose e poder contar, em 2013, com uma usina que produza o biocombustível a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

De acordo com o contrato, a Petrobras investirá R$ 19,4 milhões para adaptar as unidades de demonstração da KLE no estado de Wyoming, nos Estados Unidos. Lá a empresa americana produz etanol celulósico a partir de resíduos de madeira utilizando uma tecnologia própria.

O objetivo é adaptar as unidades para que produza o combustível a partir da celulose do bagaço da cana-de-açúcar. A adaptação da tecnologia permitirá que a Petrobras construa uma usina na qual produzirá até 15 milhões de litros do chamado etanol de segunda geração (produzido a partir de resíduos agrícolas) por ano.

A usina será construída em uma das unidades onde a empresa já produz etanol derivado de cana-de-açúcar. O investimento permitirá à empresa contar com uma nova alternativa para a produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, e complementará iniciativas em andamento como as pesquisas para produzir combustíveis a partir de algas.

Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustíveis, disse que a empresa "considera o etanol celulósico uma tecnologia promissora para aumentar a produção de etanol em cerca de 40% sem aumentar a área plantada". A empresa americana é líder mundial no desenvolvimento e comercialização de produtos energéticos de segunda geração à base de celulose.

A Petrobras Biocombustíveis tem capacidade para produzir 389 milhões de litros de biodiesel ao ano em três usinas próprias e uma quarta na qual tem uma participação de 50%.

A empresa deve investir, nos próximos quatro anos, R$ 4,9 milhões em projetos de biocombustíveis para contar, em 2013, com uma capacidade de produção de 3.900 milhões de litros de etanol e 640 milhões de litros de biodiesel.