As fêmeas dos pássaros da espécie australiana diamante de gould muitas vezes se envolvem sexualmente com outros pássaros além de seu par masculino para ter mais filhotes e garantir uma grande população de animais saudáveis.

A espécie é uma das mais vendidas no mundo e cada exemplar pode ter até sete cores variadas.

Os biólogos Sarah Pryke, Lee Rollins e Simon Griffith, da Universidade de Macquire, em Sidney, Austrália, estudaram o comportamento desses animais para descobrir por que as fêmeas caem tanto em tentação.

Com os pássaros em cativeiro, Sarah e sua equipe retiraram o macho da companhia de sua parceira por meia hora. Depois, os estudiosos colocaram dentro da gaiola outro macho que em poucos minutos começou a cortejar a fêmea. Ela prontamente respondeu e iniciaram a cópula. Após a “traição” ela volta a se relacionar com seu macho como antes.

Quando novos passarinhos nasceram, os especialistas analisaram o DNA dos filhotes e identificaram seus pais. A descoberta é que as fêmeas ficam mais propensas a escolher o esperma dos machos com genéticas mais compatíveis a fertilizar seus ovos.

Os passarinhos diamante de gould de cabeça preta são incompatíveis geneticamente com os que têm cabeça vermelha. O cruzamento entre eles pode produzir uma prole com defeitos genéticos.

Ela fertiliza os ovos com ajuda do esperma daquele macho com o qual é mais compatível geneticamente, uma pista reveladora de que o pai será aquele com a cabeça de mesma cor por ter genética mais semelhante.


Ainda é mistério como a fêmea escolhe os melhores espermatozóides. São consideradas no estudo, publicado na revista científica Science, duas hipóteses.

A primeira é que o próprio organismo feminino favoreça o esperma bom e acabe com o desfavorável, mas também há a chance de que a fêmea não tenha influência na escolha e por si só, o espermatozóide bom tenha automaticamente maior chance de penetrar no ovo.