Nove dos dez presos no último sábado (21) após invadirem o hotel Intercontinental, em São Conrado, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro, foram transferidos na manhã deste domingo (22) da 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, também na zona sul, para o centro de triagem de presos, de onde seguiram para uma unidade prisional em Bangu, região oeste da capital. Entre os detidos está um adolescente, que estava na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente), foi para um centro de recuperação na llha do Governador, onde ficará à disposição da Justiça.
Os suspeitos participaram de um tiroteio com policiais militares na manhã do sábado. A troca de tiros aconteceu por volta das 8h30, quando os PMs do 23º batalhão (Leblon) se depararam, nas proximidades da Rocinha, com vans, carros e motocicletas, ocupados por homens fortemente armados. Quatro policiais ficaram feridos e uma mulher, que estava entre os criminosos, morreu. O grupo estava escoltando o líder do tráfico na favela da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que voltava de uma festa, informou uma fonte da polícia ao R7.
Um outro traficante que participou do tiroteio foi preso pela PM na noite de sábado no hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte, após usar uma ambulância para fugir da Rocinha. Ele permanece no hospital e ainda não deve ser transferido para o presídio.
Após o tiroteio, para fugir da PM, os bandidos invadiram o hotel Intercontinental e fizeram 35 reféns – entre funcionários e hóspedes. Os criminosos se entregaram após negociação com o Bope (Batalhão de Operações Especiais). Ninguém ficou ferido. Com eles, foram recolhidos oito fuzis, cinco pistolas, munição, granadas e radiocomunicadores.
O hotel foi ocupado pelo Bope, que realizou uma vistoria em todos os 418 quartos para verificar se ainda havia algum criminoso no local. Somente à noite o hotel voltou ao funcionamento normal.