Filha de Adriana Villela, presa por suspeita de obstruir a investigação do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da mulher dele e da empregada do casal, Carolina Villela saiu em defesa da mãe.

Nesta sexta-feira (20), Carolina, 25 anos, afirmou ao G1 que acredita na inocência de Adriana, que está presa desde terça-feira (17) na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (DF). O Tribunal de Justiça do DF já negou o habeas corpus que pedia a soltura na tarde de quinta-feira (19).

“Defendo a minha mãe não por ela ser minha genitora, mas porque não foi ela a responsável por nada isso”, disse Carolina, por e-mail.


Advogada, assim como o avô, Carolina fez a primeira visita à sua mãe na manhã de quinta-feira (19). A visita durou cerca de uma hora. Para a neta do ex-ministro encontrado morto, todo o acontecimento “tem sido uma grande tragédia”. Segundo afirmou, sua maior preocupação é com a impunidade dos assassinos.

“Uma grande tragédia aconteceu, e a maior insegurança seria os verdadeiros assassinos permanecerem impunes”, afirmou a jovem.

Na opinião da advogada, as investigações procuram “relacionar o crime com a família”. A neta do casal assassinado, contudo, garante que os familiares são os principais interessados em resolver a situação.

“Nós [família] somos os maiores interessados no esclarecimento desse crime”.

Convivência

Carolina Villela disse que tinha um bom convívio com os avós, o ex-ministro TSE, José Guilherme, e Maria Carvalho Mendes Villela. Ela chegou, inclusive, a morar com eles durante um período.

Foi a própria advogada quem encontrou os corpos dos avós e da empregada em estado de decomposição no apartamento do casal, no dia 31 de agosto de 2009. Carolina reclama que a polícia oferece poucas informações sobre o caso.

“Na maioria das vezes, acabávamos sabendo de alguma coisa através da mídia mesmo. Nós imaginávamos que os culpados apareceriam dias depois. Agora, quase um ano já se passou e parece que nada foi esclarecido”, afirma a advogada.