O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) ajuizou uma ação, no Ministério da Justiça, cobrando o repasse de recursos para a atuação da Polícia Federal (PF) em Alagoas. De acordo com o diretor jurídico, Adriano Argolo, há suspeita de políticos alagoanos estarem envolvidos nesta retenção.

A ação foi forjada no depoimento do diretor-geral da PF, Luís Fernando Soares, alertando que a Instituição estaria sem recursos para exercer suas funções – trabalho investigativo e desenvolvimento de Operações. De acordo com o advogado, a situação se torna ainda mais delicada na terra dos marechais. Pela influência de alguns candidatos, na gestão federal petista.

“Enquanto o dinheiro não sai, denúncias de violência, abusos e compra de votos estão pipocando pela capital e interior do estado. É preciso que a PF cumpra o seu papel de forma plena, para coibir e enquadrar os transgressores na amplitude da Lei” declara Argolo. O Sindicato dos policiais federais, por sua vez, concorda com a importância dos recursos.

De acordo com o presidente da entidade, Jorge Venerando, a verba está fazendo falta para a instituição no estado. “Principalmente, quando se trata de um superintendente [Amaro Vieira] tão ruim, limitado”, dispara. Ele espera que essa questão seja solucionada o mais breve possível, para que a PF possa atuar: ‘é preciso’.

Já com relação a suspeita de políticos alagoanos estarem por trás desta retenção, Venerando diz que não está apto para se pronunciar. “Eu não posso ser leviano, afinal, não tenho provas suficiente para me manifestar – a respeito”, despista o sindicalista. A equipe de reportagem do Cada Minuto ouviu o superintendente da PF, Amaro Vieira, sobre a fala de Venerando. Ele preferiu não 'valorizar as falas', sob o argumento de que o sindicalista 'quer se promover'.