Cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (17) suspeitas de atrapalhar as investigações da morte do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) José Guilherme Villela, de 73 anos, de sua mulher, Maria Carvalho, de 69 anos, e da empregada Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos.
Entre os detidos, está a filha do casal, Adriana Villela, que também é investigada de envolvimento no crime, ocorrido em 28 de agosto do ano passado. As vítimas foram assassinadas com 73 facadas, no apartamento onde moravam, na quadra 113 sul, em Brasília.
De acordo com a polícia, foram presos temporariamente um ex-agente da delegacia da Asa Sul, uma vidente, o marido dela e uma ex-empregada dos Villela. Todos eles têm ligação com a família ou com a investigação.
Além dos cinco mandados cumpridos, mais um foi expedido, contra Martha Vargas, a delegada que foi responsável pelo inquérito no início das investigações e depois afastada.
A reportagem do R7 está procurando a defesa dos suspeitos para que se manifestem sobre as acusações.
O crime
O crime, que ficou conhecido como o crime da 113 Sul, chamou a atenção pelos personagens e pelos erros da investigação. Villela ficou conhecido por atuar como advogado do ex-presidente Fernando Collor no processo de impeachment.
O casal e a empregada foram mortos no dia 28 de agosto no apartamento em que viviam, um imóvel de 500 metros quadrados em área nobre de Brasília, protegido por câmeras e seguranças. Mas os corpos só foram encontrados três dias depois, pela neta do ex-ministro. Foram roubados dólares e joias, valores insignificantes se comparados aos bens da família.
Um ano depois, a polícia não sabe se houve latrocínio (roubo seguido de morte) ou crime encomendado. Desde o início, os atropelos se sucedem nas investigações, que começaram na 1ª Delegacia de Polícia.
As prisões de três suspeitos foram relaxadas por falta de provas. Em dezembro, a Promotoria pediu a transferência da investigação para a Corvida (Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida) e a delegada até então titular do inquérito, Martha Vargas, foi afastada do caso.
Durante as investigações, o imóvel dos Villelas foi periciado várias vezes e foram ouvidas mais de cem pessoas no caso. Em abril, um exame do Instituto de Criminalística da Policia Civil comprovou que a chave apreendida com um dos suspeitos é a mesma recolhida pela polícia no apartamento do casal, o que levantou suspeitas de que a chave havia sido ‘plantada’ no local.