Em entrevista aos radialistas Elias Ferreira e Marcos Vasconcelos, da rádio Difusora, o governador e candidato à reeleição, Teotonio Vilela Filho (PSDB), reiterou o rombo deixado pelo ex-governador, Ronaldo Lessa (PDT). Ele conta que a dívida deixada por seu adversário atrasou pontos primordiais de sua administração.

“Com o comprometimento, para honrar as contas, tive que retirar os aumentos a servidores e atrasar – um pouco – o meu plano de governo”, declarou o tucano. Ele conta que até o fim de seu mandato, ele carrega a frustração de não fazer tudo o que queria. “Por isso que assumi o compromisso de tentar o segundo mandato”, esclarece.

Entre os pontos que vão ser reforçados, caso seja eleito, Vilela promete ‘dar uma melhorada’ no patamar salarial. “É um problema sério que me frustrou bastante. Além do déficit de R$ 480 milhões, enfrentamos a crise de 2009. Por isso, metade dos servidores alagoanos não teve aumento” justifica.

No entanto, o candidato destaca que vem aperfeiçoando e investindo em melhorias do material humano. “São cursos de capacitação, investimento em maquinário e um maior conforto para exercer a sua função”, declara o governador. Afinal, Vilela acredita que o servidor seja uma peça fundamental para qualquer Estado se desenvolver.

Solução para o aumento

O compromisso assumido pelo Governador, de conceder reajuste salarial – em um segundo mandato -, se vale pelo contato que mantém com os dois principais candidatos à Presidência da República, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Com o tucano, Vilela aparenta ter um canal mais aberto: afinal são do mesmo partido.

“Isso não quer dizer que não tenha o respeito e o carinho pelo PT. O relacionamento, que mantenho com o presidente Lula, é traduzido em obras. Nunca tivemos tantas obras em atividades. Hoje são 118 canteiros de obras espalhados pelo estado”, pondera o candidato tucano.

Téo Vilela relembra o episódio em que se surpreendeu. Durante a reunião com os governadores do país, ele foi escolhido – por Lula – para fazer o pronunciamento: em nome dos demais. “Na hora, fiquei surpreso. Afinal, sou de um partido oposicionista à administração de Lula. Após a minha explanação, o presidente explicou que fui escolhido por Alagoas ser o estado onde mais se diminuiu o índice de mortalidade infantil”, garante o candidato.

Índices de violência

Vilela esclareceu que já assumiu o Estado de Alagoas como o mais violento do país e faz questão de dizer que não está “nada satisfeito” com a redução dos índices de violência. “Eu não estou nada satisfeito com o ritmo desta redução. É preciso que eles caiam mais rapidamente, já que 80% dos homicídios estão intimamente relacionados ao uso de drogas. É preciso um combate mais expressivo”, declara.

Ele utiliza uma frase de seu pai – Teotonio Vilela - para buscar a solução. “Meu pai dizia: ‘o problema do menor abandonado é o maior abandonado’”, conta. Para isso, o tucano acredita que é preciso combater esses índices com emprego e capacitação. “São pais de família que precisam de condições de trabalho, jovens que precisam de um acompanhamento mais próximo”, esclarece.

Por isso Vilela ressalta que sua administração está trazendo mais indústrias, mais obras, para gerar mais emprego. “Além de investir na educação, aperfeiçoamento, com a reestruturação de escolas, hospitais: dando melhores condições de vida”, conclui.