A presença de "best-sellers" como a escritora Iranina Azar Nafisi, autora de "Lendo Lolita em Teerã" e Jostein Gaarder, de "O Mundo de Sofia", não causou a maior comoção entre o público que circulava hoje no Pavilhão da Bienal.

Quem causou o "tumulto" foi o padre Marcelo Rossi. Ele foi ao evento participar de uma mesa de autógrafos do seu mais recente livro, "Ágape", da Editora Globo. Foi preciso muita fé para encarar a fila, que atravessava o Pavilhão do Anhembi. Alguns madrugaram na rua para conseguir um livro assinado no início da sessão, às 10h. Mas Deus ajuda, como já diz o ditado. O padre afirmou que não deixaria os leitores voltarem para casa sem autógrafo.

A dona de casa Sarah de Oliveira, 64 anos, estava animada na fila. Apesar de já ter esperado por duas horas em pé na fila, que ainda não estava nem próxima da mesa de autógrafos, disse que "continuaria firme até conseguir um exemplar assinado". Os organizadores do estande interromperam as vendas e distribuição de senhas, por medida de segurança. Cerca de mil exemplares da obra foram vendidos até as 16h. Porém, estima-se que mais de mil pessoas aguardaram as assinaturas, pois muitas entraram na bienal com livros comprados em outros locais.

Ao entrar no pavilhão, muitos se assustavam com os gritos histéricos de adolescentes. Se ontem os gritos eram por conta do apagão de energia e até pela presença de Zé do Caixão, hoje, era o estande dos livros da saga "Crepúsculo". Centenas de jovens se aglomeraram no local para participar de sorteios de livros e brindes. Entre as brincadeiras, o público era convidado para ir ao microfone fazer "votos" ao casamento dos protagonistas da série. Até uma noiva de verdade subiu ao palco para dar mais "veracidade". E ninguém pareceu ter medo de pagar esse mico.