Galvão Bueno pretende redesenhar a vida profissional a partir de 2014, ano em que narrará, no Brasil, uma Copa do Mundo "pela última vez".
Em São Paulo para lançar, um vinho e um espumante que levam seu nome (o "Bueno Paralelo 31" e o "Bueno Cuvée Prestige", assinados pelo francês Michel Rolland), Galvão conversou com a jornalista Mônica Bergamo no hotel Hyatt, onde fica quando está na cidade --ele hoje vive em Mônaco.
O locutor esportivo falou com a colunista sobre os bastidores da Copa da África e revelou que está com fungos na boca e na garganta.
"No jogo de Brasil e Holanda na Copa, eu travei. A minha voz falhava, parecia carro de embreagem ruim. O Cleber Machado chegou a ficar de prontidão. Me apavorei", contou.
"No Brasil, o [cantor] Zezé Di Camargo me indicou o Luiz Cantoni, otorrinolaringologista. Ele botou câmeras na minha garganta: 'Olha isso!' Estava forrado de placas brancas. Peguei um fungo na boca, na garganta, na faringe. Sabe micose no dedo? Eu tenho nas cordas vocais. Rinite fungótica. Ó que nome doido? Tomei anti-inflamatórios, fungicidas e estou fazendo cinco gargarejos diários com Micostatin. Já estou quase perfeito. É o Fala Galvão. Voltei a gritar."
Sobre a campanha Cala a Boca Galvão, ele comentou: "Esse Twitter é um troço doido. Quando vi, me procuraram Folha, "O Globo", "Veja", "El País", "New York Times". Pra falar um português claro, eu pensei: fodeu".
Ele comentou ainda a briga da Globo com o ex-técnico da Seleção Dunga. "O Dunga tinha traumas antigos que foram alimentados pelos assessores. O problema não era a TV Globo. É que é legal eleger a Globo. É legal eleger a Folha. É legal eleger a revista 'Veja' [como alvo]."
"E eleger o Galvão?", perguntou a colunista. "É o maior barato. Para os outros", respondeu ele.