Após o incidente acontecido com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Alagoas, na última quarta-feira (11), quando o presidente determinou que a instituição não participasse de qualquer manifestação de cunho político, e a presença de um representante no Collor Nunca mais acarretou na saída do mesmo.
O Portal Cada Minuto entrevistou representantes de entidades – MCCE, CUT e MSCC -, da sociedade civil organizada alagoana, para saber qual a posição de cada uma. As opiniões divergem e muitas vezes são explícitas a respeito do assunto.
O que se percebe é certo ‘incômodo’, com relação ao tema. Algumas entidades não escondem sua preferência e a maioria delas está junto ao PT e conseqüentemente apoia e pede votos para o candidato Ronaldo Lessa.
Durante o ato realizado na tarde de ontem, quatro entidades sindicais mostraram “solidariedade” ao candidato, após este ser acusado de “ficha suja” pelo TRE e pela Procuradoria eleitoral. Veja algumas opiniões de sindicalistas e presidentes de entidades sindicais.
De acordo com o coordenador jurídico do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Adriano Argolo, é uma incoerência - das entidades - participar ou promover um Ato contra um candidato ‘Ficha Suja’.
“É difícil lidar com esta questão, principalmente no MCCE, por ser pluripartidário”, resume. Como fundamento, o advogado parte da indicativa da comissão nacional: ‘ação contra candidatos que tenham pendências jurídicas’.
Por outro lado, o coordenador do Movimento Social Contra a Corrupção e a Criminalidade (MSCC), Jorge Venerando defendeu a liberdade supra-entidade. Ele conta que a instituição – a qual representa – não discutiu a pauta, por conta de um evento.
“Mas, defendo a liberdade de cada um exercer seus posicionamentos políticos”, declarou. Sem deixar de esconder que mesmo sem estar presente no ato, seu voto é de Lessa.
Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi mais ‘partidária’. De acordo com o presidente interino, Euclides Leão, a Central defendeu sua presença ao Ato.
“Afinal, não se trata de um Movimento ‘Pró-Lessa’ e sim ‘Pró-Estado’”, disparou. Ele conta que nas administrações dos outros dois adversários os trabalhadores foram massacrados, ‘enquanto que na gestão de Lessa, houve diálogo’, conclui o sindicalista.